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The Plant Hunter ou o site mais legal do mundo sobre plantas

Quero me casar com um site sobre plantas. Essa foi a sensação quando descobri o The Plant Hunter. E como eu não sirvo para ser uma admiradora secreta, vim dividir com vocês essa maravilha.

É claro que existem milhares de sites sobre plantas e flores. Mas pra falar a verdade, poucos falam a minha língua: costumo achá-los antiquados, cafonas ou prepotentes. Sim, fazer o quê? Eu sou uma pessoa bem implicante e exigente. 

Descobri o The Plant Hunter pela primeira vez no Instagram (@theplanthunter) e o que me fez clicar no site foi uma história sobre um jardim feito em homenagem a um amor proibido. Além das fotos, o texto era rico em detalhes sobre o romance e os jardins em uma mansão na Austrália.

A partir daí entrei em uma clicagem sem fim por páginas infinitas no site australiano. Criado em 2013, o site se diz uma revista online "para celebrar as plantas e as diversas formas que o ser humano interage com elas".

Além de relatos profundos de pessoas e seus jardins, o site contém diversas dicas, matérias engraçadinha como "Como Matar Sua Planta", e muitas outras que eu gostaria de ter a ideia de ter feito. 

Bom, acho que já falei demais, vai lá explorar essa maravilha australiana.


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Florista e arquiteto australiano cria restaurante com desperdício zero

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Florista e arquiteto australiano cria restaurante com desperdício zero

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Acabei de encontrar meu muso inspirador. Calma lá, eu continuo feliz no casamento. Mas hoje de manhã me li uma matéria boa demais para ser verdade sobre desperdício zero.

Desde que começamos nosso negócio decidimos buscar o desperdício zero de flores e é um desafio e tanto, que ainda não conseguimos alcançar. 

Então, eis adorei descobrir Joost Bakker. Holandês que vive em Melbourne, Austrália. Ele conseguiu a façanha de um restaurante com o tal do "zero waste". 

Florista e produtor de flores, ele faz lindos arranjos para restaurantes da sua vizinhança. Em troca, eles lhe dão partes não utilizadas das carnes: cabeças de peixe, carne que fica com os ossos e afins.

Com esses "restos" ele produz o carro-chefe do seu restaurante: caldos. Tudo o que sobra do preparo dos caldos vira composto, que é utilizado para plantaras flores. E os ossos são transformados em carvão e voltam para a terra.

Claro que o artigo se aprofunda muito mais que isso e ainda tem um videozinho que ilustra tudo o que eu falei. Leiam, saiu na revist T, do The New York Times. Mas leiam mesmo! Também vale acompanhar o Instagram de bakker: @joostbakker

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O jardim tropical da Chanel

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O jardim tropical da Chanel

Aqui no ateliê estamos todos encantados com o desfile da Chanel que aconteceu hoje (27.1), em Paris. O cenário construído no Grand Palais para a coleção de Alta Costura foi um exuberante jardim tropical feito de papel, branco com apenas as flores coloridas.  

De acordo com a revista Elle, o cenário demorou 1 ano para ficar pronto. O cenário de papel também contava com 300 motores que fazia com que ele mudasse e as flores desabrochassem durante a apresentação.

Para completar a ambientação, quatro modelos masculinos abriram o desfile vestidos como jardineiros, com chapéus de palha e regadores.

A coleção, claro, tinha uma inspiração bem floral. As saias, vestidos e até o tradicional tweed Chanel ganharam aplicações de flores gigantes. Aceitamos doações dos looks para usar como uniforme no ateliê, afinal eles super combinam com o nosso estilo.

Para fechar o desfile, a modelo que apresentou o vestido de noiva foi seguida por modelos carregando buquês tropicais. Veja as fotos da apresentação abaixo:


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Plantas usam "internet de fungos" para se comunicar

Desde o começo da semana, não consigo parar de pensar na seguinte matéria que li: as plantas conseguem se comunicar entre si via fungos.

No meu caso, a razão para eu achar isso tão legal deve ser porque era algo que eu pequena sempre dei como certo "era óbvio que as plantas conversavam". Até que a gente cresce e, ao ler uma notícia dessas nosso primeiro instinto é achar que é mentira.

Mas segundo a BBC, alguns cientistas descobriram que as plantas trocam informações, nutrientes e até avisam as amigas sobre pragas.

Bem, vou parar de falar e deixar o link para que vocês leiam a matéria completa. E que isso fique gravado, pois é a cara de eu começar a falar disso em uma conversa e ninguém acreditar em mim.

Plantas se comunicam e 'brigam' usando 'internet de fungos'

 

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A floricultura que só vende rosas (em Paris)

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Não sou nada fã de rosas. Não daquela tradicional, com a mesma cara de sempre, pelo menos. Passei boa parte da vida achando que eu não gostava de ganhar flores, quando na verdade o que não gostava era de ganhar aquele tradicional buquê de rosas vermelhas.

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Essa mini explicação é só para vocês entenderem que, mesmo com esse grande porém, adorei Roses Costes, floricultura que só-só-só-só vende rosas. Mas bem, já que é só para vender rosas, que seja como eles fazem: com várias espécies diferentes e em grande estilo.

LEIA A PRIMEIRA PARTE SOBRE AS FLORICULTURAS DE PARIS

Chiquérrima, ela faz parte do Hotel Costes, número 241 da rue Saint-Honoré. Para quem não conhece o endereço, a rua é cheia de lojas de lojas da moda e fashionistas desfilando com o úlitmo look da estação nas calçadas. Muitas dessas lojas também tem vitrines cheias de flores. 

Confesso que quando vi o endereço, ainda aqui no Brasil, me desanimei um pouco. Normalmente boutiques de luxo tem um ambiente frio e eu tenho uma certa implicância. Mas a visita é válida para amantes de flores, mesmo que dê um certo receio de entrar e seja impossível (financeiramente) comprar qualquer coisa.

Mas de volta à boutique de flores: Ela não é daquelas que você vê de longe, pois as flores ficam apenas na parte interna. 

Mesmo assim, a mini floricultura atrai vários olhares curiosos, que param para tirar foto dos arranjos gigantescos de rosas também gigantescas, posicionados na vitrine.

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Fora isso, ela é o oposto da floricultura que falei ontem o interior é bem clean, com as paredes revestidas de pastilhas pretas e poucas prateleiras espelhadas. As rosas ficam em alguns cantos da loja em grandes vasos.

Quando passei, o arranjo da vitrine era esse da foto. Simples e ao mesmo tempo magnífico: praticamente uma roseira dentro de um vaso de prata. 

Se tiver sorte, também dá pra ver os floristas escolhendo rosa por rosa e montando os buquês. Quando passei, vi um, ainda na montagem com mais de 100 botões.

 

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As Floriculturas de Paris - Parte 1

Depois da Torre Eiffel, a segunda coisa mais associada à Paris devem ser as floriculturas. Esse não é nenhum dado científico, claro.  Mas a cidade, além de símbolo do romance, tem uma floricultura a cada esquina (esse também não é um dado científico).

Vou dividir com vocês alguns dos endereços que visitei durante a viagem que fiz para lá em novembro. Para não ficar um post enorme e só com um salpicado de informações, vou dividir em vários posts, ok?

Fui com uma lista considerável de endereços que queria visitar, mas aquelas que fizeram meu coração bater mais forte foram as pequenas e charmosas, que enchiam a calçada de vida com vários baldes de flores super diferentes e as mãos dos parisenses no fim do dia.

No topo da lista das floriculturas que valem ser conhecidas é uma no número 14 da Rue des Saint-Pères. Além de todo charme exterior, o interior parecia um pouco como um mundinho de fadas, lotado de plantas e galhos secos, com um cheiro super forte de rosas e uma luz gostosa. Além disso, vi os maiores ranúnculos da minha vida, apresentados na vitrine ao lado de peônias, também bem grandes.

Não consegui falar com o dono, mas descobri algumas coisinhas sobre o lugar na internet. A floricultura é a segunda de uma marca chamada Flower, criada em 2004.  O dono, Guillaume trabalhava com informática e era apaixonado por flores, até que resolveu abrir seu próprio ateliê. 

Para quem estiver saindo do Musée D'Orsay, embasbacado com as flores pintadas pelos impressionistas, passe lá para ver o porquê do amor de Renoir e Monet por flores como a Peônia (que aparece em pelo menos dois quadros deles no museu). A loja é ali pertinho, quase chegando em Saint Germain.

 

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500 maneiras de desenhar flores

Desde que me propus a começar nosso blog e comecei a me empenhar na pesquisa sobre assuntos relacionados ao universo da "Bela", acabei descobrindo uma nova paixão, que é desenhar flores.

Veja que, na verdade desde que começamos nossa espécie de floricultura, o processo foi, e continua, tão ligado a um despertar de criatividade, que toda vez que vejo algo muito legal, quero tentar também. 

Como imagino que muitos de vocês tenham vontades parecidas, gostaria de dividir a pequena e maravilhosa descoberta que fiz recentemente. 

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De férias em Paris, passeando por uma livraria lindinha, um livro praticamente pulou na minha frente e me deixou louca. Esse, da foto. 

Com desenhos charmosos, mas sem grandes rebuscamentos, "Draw 500 fabulous flowers", ou desenhe 500 flores maravilhosas, te propõe a copiar os próprios desenhos apresentados para que você se inspire.

O livro é cheio de espaços livres para que você se sinta livre para ir desenhando enquanto vê as ilustrações.

As únicas palavras do livro ficam na introdução, com instruções bem claras para quem é recém-apaixonado pelo desenho: "Quando você vê uma tulipa, dente de leão ou girassol, observe as as grandes formas e linhas primeiro e só então os pequenos detalhes." 

Além de encontrar algo que dialogasse diretamente com o meu novo vício, esse livro tem aquele "quê" de infantil, daqueles livros que me lembram tardes intermináveis na casa da minha vó, em que não existia certo e errado em um desenho, só aquilo que a gente quisesse fazer.  

Para quem também quiser voltar à infância, a autora chama Lisa Congdon, editora Quarry e já descobri que vende na Amazon. 

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Você tá achando que mora na Europa?

Foram muitas as vezes que ouvi essa pergunta quando resolvemos montar A Bela do Dia. Tudo isso porque muita gente achava loucura nosso plano de fazer todas as entregas via bicicletas.

Com raiva e vermelha, como fico quando ouço argumentos ridículos, eu tentava explicar que sabia que São Paulo estava longe de ser qualquer cidade da Europa, mas que se a gente se limitasse a reclamar ao invés de tentar mudar, as distâncias só iam ficar cada vez maiores.

Desde que começamos até agora, ou seja, no último um ano e meio, a mentalidade dos paulistanos já mudou pra caramba e a cada dia que passa,  vemos as ruas com mais e mais ciclistas que usam a bicicleta como meio de transporte. Não só isso, como todos os novos quilômetros de ciclovia que estão chegando. 

Mas enquanto muitos paulistanos já enxergaram, outros aproveitaram a oportunidade para demonstrar sua cegueira. E acham que a ciclovia só veio para atrapalhar suas vidas, sua entrega do carro ao valet, em frente ao restaurante.

Acompanhando toda essa discussão, acabei de descobrir esse vídeo, já antigo, que mostra as mudanças que Amsterdam passou até chegar no modelo de cidade cheio de ciclovias, como é hoje. 

Como São Paulo, Amsterdam também já foi totalmente "car oriented". Até que a crise econômica e a população viraram o jogo.

Além do vídeo, que vai abaixo, vale ler o texto em que encontrei-o, com pontos bem mais fundamentados contra esse argumento ridículo de que "São Paulo não é Amsterdam".



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Artista cria timelapse com flores de cactos; veja o vídeo

Vídeos que fazem um timelapse são um tanto comuns. Mas fiquei um tanto hipnotizada, durante uma parte do dia, com este feito com as flores do cacto Echinopsis.

As lindas imagens são feitas por Greg Kegel, que tem um site decicado inteiramente a este gênero.

Os vídeos mostram o florescer de diversas espécies (existem mais de 100!) de Echinopsis. De tão grandes e numerosas, elas fazem o cacto desaparecer.

Elas demoram de 6 a 8 horas para abrir e duram apenas um dia.

Bom, mas chega de blá blá blá. O vídeo vai abaixo para vocês mesmos se mesmerizarem.

Para quem quiser mais, no site de Kegel existem outros vídeos, além de fotos e informações completas sobre o cacto.



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Projeto quer plantas mil orquídeas nas marginais

Apaixonado por orquídeas, Alessandro Marconi, acabou de começar um projeto para o plantio de mil orquídeas nas margens do rio Pinheiros e Tietê.

Nomeado de "Mil Orquídeas Marginais", o projeto já tem um vídeo na ar, em que Marconi explica que a espécie escolhida é uma nativa à area, a Catleya loddigesil

Para quem quiser ajudar, o projeto está angariando fundos no Catarse


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A Bela do Dia em vídeo

Se você ainda não entende direito como a gente trabalha, essa é uma boa chance de ver de pertinho como é A Bela do Dia. Como sempre, fico um pouco nervosa na hora de falar perto de uma câmera, mas o resultado ficou lindo.

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Desenhos do Dia

Inspiradas no Face The Foliage e nas aquarelas que postamos ontem, fizemos alguns desenhos hoje, no ateliê.

Acho que de tanto admirar o trabalho delas, logo começamos a enxergar bocas em folhas, olhos em pétalas, vestidos e flores.

É claro que nem se compara ao trabalho delas, mas o objetivo foi esse mesmo: se divertir e não se levar a sério. 

O resultado ficou divertido e vocês podem ver abaixo: 

 

 

 

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Dona Maricota, triste com a segunda-feira

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A rainha feliz conversando com a princesa

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Dona Josefina ainda não sabe se gostou do seu novo corte de cabelo

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Julinha rapunzel ganhou flores; mas não sabe ao certo de quem

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Artista faz pinturas com flores de verdade para presentear avó; veja

Já falamos aqui sobre a onda lúdica de criar rostos abstratos com flores e folhagens, o FaceTheFoliage

Essa semana, descobrimos uma artista malásia, Lim Zhi Wei, que incorpora delicados botões e pétalas de flores a seus desenhos pintados a mão.

Além da sutileza de cores e texturas das próprias pinturas em aquarela, a artista mescla as flores, de forma surpreendente. Pétalas, folhas e botões de flores fazem a extensão tridimensional, de vestidos suntuosos em mulheres delicadamente retratadas.

Lírios, rosas, celósias, orquídeas, hortênsias, fazem parte desse belo trabalho. (Celósia, veja abaixo, foi a mais impressionante na minha opinião. Que textura maravilhosa a flor deu para o vestido!)

A parte mais bacana da história é que idéia surgiu para presentear a avó da artista (belo presente!), mas virou uma série de trabalhos, fazendo de Lim Zhi Wei muito conhecida na internet.

Pelo visto flores vão bem além do arranjo, buquê na decoração, são arte pura..ou misturada, ainda bem!

eja também os desenhos que fizemos

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O dia em que as alcachofras derrubaram a bicicleta

Essa é uma daquelas histórias que, quando acontecem a gente quer chorar, mas depois a gente ri de lembrar. Ela me voltou à memória ontem, quando comia alchofras no jantar e como ela já me faz rir, fiquei com vontade de dividir com vocês.

Quando a temporada de flor de alcachofra começou em novembro passado, tivemos um momento de loucura e resolvemos usá-las em todos os vasos de assinatura daquele dia.

As flores de alcachofra são realmente algo enlouquecedor: o miolo abre, abre, abre mais ainda e toda aquela parte espinhuda fica num tom roxo neon que rouba toda atenção do Ceasa. Só que cada uma pesa 1 quilo.

O que aconteceu foi que fui fazer a rota de entregas de Moema. Já na terceira entrega a bicicleta ficou com um lado vazio e estacionei em uma calçada levemente inclinada.

São em horas como essa que as pessoas criam teorias como as da Lei de Murphy. Pois as alcachofras só esperaram eu ficar longe o suficiente para derrubarem a bicicleta no chão.

Voltei correndo, mas acredite: nenhum vaso quebrou, as flores não estragam e o porteiro veio me trazer um balde d'água.

E essa foi a história... Não, depois que a crise foi contida e eu me voltei para o porteiro, a bicicleta caiu de novo, a caixa se soltou e as flores voltaram a enfeitar o asfalto.

Mais uma vez os transeuntes pararam para me ajudar e depois disso voltei direto para Pinheiros, adiando as entregas daquele dia para o próximo.

Na volta, liguei para a Tati para contar o ocorrido. O mesmo tinha acontecido com ela.

Agora sim: e essa foi a história da batalha das alcachofras contra as bicicletas.

Moral da história?

- Melhor uma bicicleta na mão, que duas alcachofras voando.

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Posso enviar um cartão para presente?

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Se você é daqueles que adora vir com a teoria que a sociedade pós-internet é sem romantismo, tenho más notícias: você está equivocado.

Escrevo esse post não pra falar de flores, mas sim da enorme quantidade de lindos cartões que escrevemos todos os dias. Esqueça frases curtas e clichês, estou falando de lindos textos que enchem nossos postais até não ter mais espaço disponível.  Muita gente não se deixou corromper pela praticidade do e-mail e das mensagens de texto cheia de emoticons.

E não se trata só cartões de maridos arrependidos ou donas de casa entendiadas. Estou falando de palavras colocadas de maneira criativa, usadas para alegrar o dia-a-dia de amigas, sogras, chefes, conhecidos e desconhecidos.

Desde que começamos a entregar flores, esse outro lado de São Paulo também veio como uma surpresa. Descobrimos que além de montar arranjos e pedalar, é uma delícia entrar em contato com esse lado carinhoso das pessoas. As histórias não são nossas, mas a gente acaba comemorando e curtindo um pouquinho a mensagem alheia.

É claro que não posso sair escrevendo as mensagens alheias para comprovar minha afirmação - isso é confidencial, óbvio - mas eu precisava avisar: esse papo de "não existe amor em SP" é furado. Até eu me surpreendo todos os dias.

Da próxima vez você já sabe: sim, pode mandar uma mensagem que escreveremos com muito prazer um cartão pra você.

 

 

 

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Rostinhos feitos de flores e folhagens viram febre na web

Quando eu era criança, costumava ver rostos em praticamente tudo. Em poucos minutos inventava um universo paralelo só nas manchas de um carpete.

Talvez seja por esse eterno amor ao lúdico que fiquei tão obcecada pelo Face The Foliage, nome que esses rostinhos feitos de flores e folhagens recebem. Ou talvez seja porque essa ideia é muito boa, afinal, a obsessão pegou muita gente neste vasto horizonte internético.

Ideias parecidas já existiam, mas o movimento ganhou força quando a designer Justina Blakeney começou a se dedicar a fazer os rostinhos e usar a hashtag #FaceTheFoliage, no início de 2014.

Ela explicou em um aplicativo (leia o texto completo aqui) que a ideia veio quando estava rastelando seu quintal. "Após olhar para folhas mortas por vários minutos, elas começaram a se parecer com bocas. então peguei algumas do chão e coloquei-as no meu pátio, até eu ter feito um rosto inteiro só de folhas".

Desde então, a designer diz usar frutas, flores e folhas do chão, que reúne em caminhadas. Seu método de trabalho é colocá-las na mesa até que elas "falem" com ela. Depois de tirar a foto, Blakeney coloca-as em uma tigela até surgir uma nova inspiração.

Nós no ateliê resolvemos experimentar e demos boas risadas. Veja o resultado e para ver mais imagens, é só procurar pela hashtag

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Artista cria árvore com vários tipos de fruta

Um artista resolveu criar uma árvore formada por diversas espécies frutíferas diferentes.

Quando essa imagem apareceu no nosso feed de notícias, achamos a informação meio duvidosa. Mas o assunto foi tema de uma palestra do TEDxTalks em março, então resolvi dividir com vocês, até porque a imagem é linda.

Intitulada de "Árvore de 40 Frutas", ela foi criada por Sam Van Aken. Ele conta que demorou usou o enxerto como técnica para conseguir tal façanha de misturar árvores de: cerejas, pêssegos, ameixas, nectarinas, damascos e - se tudo der certo - amêndoas. Quando ela floresce, o resultado é uma árvore multi-colorida.

Cada árvore demora mais de quatro anos para ser cultivada. Pelo vídeo não fica claro se a árvore ainda já atingiu aquele ta manho da imagem acima, já que no site do projeto só existem fotos em separado de cada espécie florida e a única imagem da espécie nos parece algo feito no Photoshop.

O vídeo da apresentação do projeto vai abaixo e o link do site, aqui. E então, caros leitores? É uma grande farsa ou um belo experimento? 

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Detetives botânicos te ajudam a descobrir nomes de plantas

Bicônia

Quantas vezes nos deparamos como flores e plantas que não temos a menor ideia do nome? Enquanto que de flores já aprendi a maior parte dos nomes, não me pergunte o nome de árvores, pois a minha dificuldade de identificá-las é enorme.

Mesmo no Ceasa, ao perguntar o nome de alguma espécie, ouvimos: "Ixi, não sei, apelidei de mato do pasto, apelidei de varinha do bruxo... E por aí vai".

Mas nossos (ou meus) problemas acabaram. Descobri esta semana que existe um grupo no Facebook que ajuda a identificar esses mistérios. 

No "Identificação Botânica", é só você publicar uma foto da espécie que quer saber o nome que seus participantes, mais de 8 mil, te ajudam a identificá-lo.

"Esse grupo tem o fim de promover interação entre botânicos e não-botânicos, visando criar um canal para que possam se ajudar a identificar plantas através de fotos.
Traga sua dúvida, poste uma foto no mural, ou tente ajudar ao próximo com o que você sabe.
Procuramos utilizar os conhecimentos da Dendrologia e Sistemática, além da expêriencia pessoal, sempre com bom senso", explica a descrição da página.

Legal, né? Entra lá

OBS: Recebemos muitos e-mails pedindo ajuda, mas como está escrito acima, nós não fazemos esse serviço, quem faz é o grupo do Facebook que indicamos, ok? :)

A dica é do nosso geógrafo, florista e ciclista, Gustavo Fogolin. Merci :)

 

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Bicicletário no Largo da Batata será inaugurado com atividades culturais neste fim de semana

Neste fim de semana será inaugurado o Bicicletário Municipal do Largo da Batata. Para comemorar, o local terá diversas atividades culturais no sábado e domingo.

O bicicletário lado da estação Faria Lima do Metrô. O local deve funcionar grautuitamente e 24 horas.

"É uma conquista muito grande para os ciclistas urbanos de São Paulo. O Largo da Batata é um ponto estratégico da cidade", comemora Aline Cavalcante, organizadora do evento e idealizadora do Gangorra (incubadora voltada para empresas com foco em mobilidade urbana).

Na mesma estrutura, haverá também uma floricultura, que a gente torce para que seja bem bacana e fuja do tradicional.

As comemorações começam a partir das 14h30 do sábado, com direito a shows, oficinas gratuitas, projeções, copa de bike pólo e a Instabike, uma linda bicicleta que tira fotos.

 

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Flores diferentes x tradicionais

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Na quinta-feira passada, quando estava no Ceasinha, enlouqueci quando vi essa Boca-de-Leão bicolor: rosa e branca.

Foi a primeira vez que eu as vi dessa cor e como amamos flores diferentes, logo peguei vários maços.

Foi aí que, ao passar por um box, o dono me parou e começou a conversar: "uau, que Boca de Leão mais linda! ". Eu concordei e ele logo começou a desabafar.

Segundo ele, apesar da beleza daquela variação, plantá-las era algo em vão, pois ninguém quer comprar.

"As floriculturas não entendem. Elas só querem as brancas, amarelas e rosas, as cores convencionais".

Fiquei perplexa e ele me disse que já tentou vender em corte inclusive espécies plantadas, como o ciclamen, mas que ninguém quis saber. 

Como eram 6 da manhã, eu nem perguntei seu nome e nosso papo não se prolongou muito, mas foi o suficiente para me deixar meio revoltada. 

Ao que me parece, o mercado brasileiro de flores se acomodou. É mais garantido ter sempre o mesmo, aquilo que todo mundo conhece, a ousar e procurar o novo.  

As flores tradicionais são lindas, claro. Mas já não está mais do que na hora de variar e descobrir outras espécies e cores? 

O carregador que estava comigo, o Seu Zelão, também desabafou e falou que não aguenta mais a eterna necessidade das rosas vermelhas. 

Segundo ele, nas primeiras horas da madrugada já saem centenas, para não dizer milhares de maços de rosas vermelhas. 

Como essa minha indignação já é antiga, concordei sem pestanejar.

As rosas vermelhas estão tanto em todos os lugares que, para mim, elas perderam o significado de romance e ganharam o sentido da flor de última hora, uma mera desculpa, qualquer nota. 

Mas é claro que, se existe uma compra gigantesca das espécies tradicionais, existe demanda. Então, caros leitores, nós aqui da A Bela do Dia, gostaríamos de te pedir, até mesmo implorar: vamos mudar essa demanda? Vamos explorar as flores diferentes? Vocês podem, por favor, gerar de uma vez a demanda pelo novo?

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