Essa é uma daquelas histórias que, quando acontecem a gente quer chorar, mas depois a gente ri de lembrar. Ela me voltou à memória ontem, quando comia alchofras no jantar e como ela já me faz rir, fiquei com vontade de dividir com vocês.

Quando a temporada de flor de alcachofra começou em novembro passado, tivemos um momento de loucura e resolvemos usá-las em todos os vasos de assinatura daquele dia.

As flores de alcachofra são realmente algo enlouquecedor: o miolo abre, abre, abre mais ainda e toda aquela parte espinhuda fica num tom roxo neon que rouba toda atenção do Ceasa. Só que cada uma pesa 1 quilo.

O que aconteceu foi que fui fazer a rota de entregas de Moema. Já na terceira entrega a bicicleta ficou com um lado vazio e estacionei em uma calçada levemente inclinada.

São em horas como essa que as pessoas criam teorias como as da Lei de Murphy. Pois as alcachofras só esperaram eu ficar longe o suficiente para derrubarem a bicicleta no chão.

Voltei correndo, mas acredite: nenhum vaso quebrou, as flores não estragam e o porteiro veio me trazer um balde d'água.

E essa foi a história... Não, depois que a crise foi contida e eu me voltei para o porteiro, a bicicleta caiu de novo, a caixa se soltou e as flores voltaram a enfeitar o asfalto.

Mais uma vez os transeuntes pararam para me ajudar e depois disso voltei direto para Pinheiros, adiando as entregas daquele dia para o próximo.

Na volta, liguei para a Tati para contar o ocorrido. O mesmo tinha acontecido com ela.

Agora sim: e essa foi a história da batalha das alcachofras contra as bicicletas.

Moral da história?

- Melhor uma bicicleta na mão, que duas alcachofras voando.

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