Escolher outras formas de locomoção que não a motorizada requer coragem. A cultura do automóvel está enraizada de forma que temos muito mais acesso aos meios de prevenção de acidentes com carros do que com veículos menos comuns, como é o caso da bicicleta.

Apesar da expressão “acidentes acontecem” ser verdadeira existem formas de diminuir a probabilidade desse fato estatístico. O conhecimento sobre como se comportar e se impor no trânsito ajuda tanto na sua segurança quanto na confiança em pedalar.

Os cenários de maior risco para o ciclista são: Cruzamentos, motorista que acaba de estacionar e abre a porta e veículos que querem ultrapassar o ciclista. Quando momentos como esse acontecem é preciso uma atenção redobrada.

Para ajudar as pessoas que querem se proteger ou conhecer mais sobre a segurança do ciclista na área urbana esses cenários serão divididos em posts com o intuito de mostrar o que fazer em cada situação:

Cruzamento com carro à direita:

Essa é uma das formas mais comuns de acidente e merece grande atenção. Os carros que saem das ruas laterais, estacionamentos ou qualquer tipo de acesso. Nessa situação existe duas formas de colisão.

Possibilidades:

Você estar pedalando rápido, passar pelo cruzamento sem que o carro te veja e ele te acertar;

O carro estar muito rápido, cruzar e você acertar o carro.

Como evitar:

  1. Luz

Se você estiver pedalando a noite, uma luz dianteira assegurará que você está visível para outros veículos. A luz piscante ainda chama mais atenção dos outros motoristas então deve ser priorizada. Se estiver de dia, com muito sol a luz não tem tanta eficiência, mas mesmo assim, é interessante deixar sempre ligada.

  1. Buzina

Os motoristas estão muito acostumados com estímulos sonoros, a buzina é um recurso que deve ser usado. Uma alternativa a buzina é o apito, também muito eficaz, pois, somos “treinados” a escutar apito como um sinal de agentes de trânsito, quando um ciclista apita faz com que os carros em sua volta dobrem a atenção.  Se nenhuma dessas ferramentas de trânsito estiver ao seu alcance o bom e velho grito se apresenta como melhor alternativa.

  1. Velocidade

Apesar de parecer algo contra produtivo, a redução da velocidade nos cruzamentos é uma medida que salva vidas. Permite que seja possível uma reação caso exista a iminência da colisão, de ambas as partes, carros e ciclistas.

  1. Contato visual

Se não fosse tão difícil eu diria que essa é a ferramenta mais importante que o ciclista possui. O contato visual, coisa rápida, humaniza o ciclista, cria uma certa pessoalidade na sua relação com o carro e faz com que o motorista sinta alguma responsabilidade perante alguém mais frágil.

  1. Onde Pedalar

As vezes pedalamos muito à direita (linha A) com medo do carro que quiser nos ultrapassar, porém, estando mais colado na guia somos menos visíveis aos carros no cruzamento. Isso acontece, pois, o condutor que vai olhar para a rua antes de atravessa-la vai procurar um carro, dificilmente estará a procura de uma bicicleta, então o olhar periférico e seletivo pode não te encontrar. Estando mais no meio da pista (linha B) você se encontrará na área de um carro, entrando no campo de visão do motorista, quando ele olhar em direção a pista, ele conseguirá te ver, e até fazer um contato visual e, assim, em poucos segundos ambos conseguem entender aquele “combinado pelo olhar” evitando uma colisão.

Independente de todas as dicas, conhecer o seu caminho e as condições da via que se está pedalando é muito importante, fazendo com que haja um foco no que está acontecendo a sua volta.

 

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